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Testemunho – Erika Freitas

A missão da Copiosa Redenção alcança a vida de inúmeros jovens e adultos que foram atingidos pelo vício das drogas. Com dedicação, caridade e uma espiritualidade profunda, os testemunhos dos que venceram esse mal nos enche de gratidão e ação de graças a Deus. É o caso de Erika Freitas, 37 anos:

“Quando eu tinha meus 25 anos, estava casada, já era mãe de 2 filhos e com uma vida estável. Em fevereiro de 2007, iniciei um estágio em uma Delegacia, lá conheci determinadas pessoas que tinham obrigação de combater o tráfico, mas que usavam das drogas apreendidas para faturar e movimentar ainda mais esse mundo. Dali comecei a participar de festas regadas a tudo de ruim. A cocaína me dava o prazer de se igualar as pessoas, me sentir mais ‘inteligente’, descontraída, adorada e admirada. Minha timidez e vergonha ficavam de lado e a partir dali nasceram mentiras, manipulações, minha vida tomou outro rumo.

O que era admirável, luxuoso, divertido e prazeroso se tornaria meu pior pesadelo: meu casamento estava desgastado por mentiras, e no auge da minha tão sonhada vida de festas sendo “amada” pelas pessoas da minha convivência, fiquei grávida do meu terceiro filho. Apesar de frequentar tantas festas e estar mergulhada de corpo e alma na cocaína, ainda era retraída em questão do sexo, pra mim sexo teria ligação direta apenas com o amor, e embora eu estivesse no pior momento do meu casamento eu ainda amava meu esposo, e a droga não havia me levado a esse caminho. Porém, isso poderia ter acontecido, se eu não tivesse ficado grávida. Quando descobri a gravidez já estava no sexto mês.

Me afundei em remédios controlados, minha vontade era morrer, meu mundo havia acabado. Comecei a me dopar cada dia mais com medicamentos para dormir até ser internada em coma por dois meses, até meu filho nascer e eu ir para a Clínica de Recuperação Terapêutica Lar Dom Bosco, da Copiosa Redenção de Campo Mourão, onde permaneci de janeiro de 2008 a outubro de 2008. Meus maiores sofrimentos era não me sentir amada pelas pessoas à minha volta. Minha mãe era extremamente brava e violenta, eu era abusada pelo meu irmão e meus pais não acreditavam e acabavam me castigando. Clamei por ajuda minha infância toda e através desse abuso cresci uma mulher extremamente restrita ao sexo. Meus pais não me ajudaram e se sentiam muito envergonhados quando souberam que eu era dependente química e que estaria fazendo um tratamento terapêutico.

O meu esposo, apesar de ter sido a pessoa mais enganada. além de eu ter destruído seus sonhos, naquele momento foi o único que me ajudou, cuidou dos nossos filhos participou do AE para poder me ajudar e se ajudar também. Embora ele fosse “careta” e não admitisse nada do que eu fiz de errado, ele não deu às costas pra mim e decidiu me ajudar. Durante todo meu tratamento me visitava, participava de grupos de apoio, e cuidou de nossos filhos. Saí da CT há 11 anos, recuperei toda a confiança.

Hoje sou empresária, luto a cada dia por uma vida melhor. Já entrei em boca de fumo para resgatar pessoas e encaminhar para tratamento em clínicas. Através do meu testemunho ajudo pessoas a se ajudarem e a procurarem tratamento”.

Comments(2)

  1. REPLY
    Elias says

    Lindo testemunho, nem tudo está perdido

  2. REPLY
    Clenadia says

    Deus seja louvado, Salve MARIA

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