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Grupo de Jovens: 5 temas que devem estar na formação para jovens católicos

Grupo de Jovens: 5 temas que devem estar na formação para jovens católicos

Pastorear a juventude é uma grande necessidade que vem, obviamente, acompanhada de abundantes graças para a realização dessa missão. No entanto, quando se trata de escolher e planejar a formação para grupo de jovens, pode ser que você se depare com alguma dúvida ou desafio. É necessário entender os apelos dos corações juvenis – seus anseios e dores – e transmitir aquilo que a Igreja, como mãe, tem a dizer. Não podemos esquecer que Cristo é a resposta que o homem busca encontrar em meio a sua sede de sentido.

Para ajudar você que procura por temáticas de formação para grupo de jovens, elencamos 5 opções que  podem fazer muito na juventude da sua paróquia ou comunidade. Confira!

1. Oração: trato de amizade

No Livro da Vida, da doutora da Igreja e mestra da oração, Santa Teresa de Ávila,  diz: “não é outra coisa a oração mental, ao meu ver, se não um trato de amizade, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”. Podemos levar a juventude a uma forte experiência de oração se utilizarmos desse entendimento de Santa Teresa para evangelizá-los acerca da espiritualidade. É necessário que os jovens conheçam a Deus a partir de um relacionamento de amizade. Utilize as amizades de Jesus no Evangelho para ilustrar de modo concreto: o diálogo de Jesus com Nicodemos (Jo 3, 1-21); Jesus na casa dos seus amigos em Betânia (Lc 10, 38ss); A amizade de Jesus com o discípulo João (Jo 13, 23 a 25), entre outros.

Um livro bastante interessante e didático para quem auxiliar os jovens em um caminho de oração pessoal e intimidade com Jesus é Quando só Deus é a resposta, do missionário da comunidade Canção Nova, Márcio Mendes. Além de explicar com clareza os diversos tipos de oração, oferece um itinerário que pode contribuir na formação espiritual dos jovens.

2. Maturidade humana e espiritual

“Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te mode­lo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.” (I Tim 4, 12). Em sua carta a Timóteo, são Paulo enfatiza que a juventude do seu companheiro de missão não era motivo para uma vida entregue aos prazeres do mundo e suas futilidades, ao contrário, deveria amadurecer e tornar-se modelo para os demais fiéis. É importante que os pastores de grupo de jovens, seus coordenadores, não tenham medo de propor aos jovens o seguimento radical a pessoal de Jesus. É preciso desafiar a juventude para a maturidade que a vida exige, e a vivência da fé propõe de modo ainda mais contundente. Levá-los a reconhecer o itinerário proposto por uma experiência verdadeira de Jesus que irá gerar compromisso, responsabilidade e escolhas autênticas. Não tenhamos medo de provocar: qual a rota da sua vida? Onde você quer chegar? E auxiliar, oferecendo meios para que isso aconteça. De modo prático, além de formações, a vivência das obras de misericórdia são um grande itinerário de maturidade, pois nos levam a sair de nosso comodismo e de uma vida centralizada em nossas vontades e necessidades.

Dom Rafael Cifuentes possui uma obra riquíssima, de poucas páginas e uma leitura clara e coerente acerca da maturidade na vida humana. O livro A Maturidade pode ser utilizado como base para preparar sua formação.

3. Relacionamentos humanos e castidade

Aqui não falamos apenas da vivência da continência no namoro, mas de relacionamentos castos de modo geral. Castidade não é um código de regras, cheios de proibições, como muitas vezes é pintado. Mas é uma virtude que pressupõe a liberdade de amar e ser amado. E isso fica claro quando entendemos que castidade não está só no namoro sem sexo, mas nas vestes, no ouvir, no falar, no comer, e em todas as ações do homem. Instruir a juventude acerca desse caminho é indispensável.

Para os grupos de jovens, valeria a pena mergulhar na Teologia de Corpo. Trata-se do conjunto de catequeses de São João Paulo II no início do seu pontificado meditou durante 4 anos sobre o amor humano em seus vários aspectos: a relação do homem e da mulher, o significado esponsal do corpo humano, a natureza e missão da família, o matrimônio, o celibato, a luta espiritual do coração do homem, a linguagem profética do corpo humano, o amor conjugal, entre outros. O livro de Cristopher West, Teologia do corpo para iniciantes pode oferecer o subsídio necessário para auxiliar a formação afetiva e sexual dos jovens do seu grupo.

4. Vocação: para que Deus me chama?

Ao aproximar-se de Deus, a maioria dos jovens traz no coração o mesmo questionamento de homens como São Paulo e São Francisco: “Senhor, que queres que eu faça?”. A necessidade de direção para a vida, e de uma escolha acertada ferve no coração da juventude que deseja investir a vida no que realmente vale a pena. É importante que os grupos de jovens promovam formação acerca dessa temática aprofundando o discernimento vocacional e as diversas formas de viver da Igreja. O documento do Sínodo dos jovens encerrado em outubro de 2018 pode elucidar e motivar essa discussão.

5. Nossa Senhora: porta do céu.

Por fim, a presença de Maria, Virgem e mãe sempre será modelo perfeito da vida cristã. É por meio de Maria que somos capazes de viver todos os sofrimentos e alegrias com os olhos na eternidade. É ela quem nos leva, dia após dia, para o céu. Os jovens precisam ter esse contato filial e devoto a Bem-aventurada, sobretudo quando olhar sua vida retratada no Evangelho e desejar como ela dispor de si “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a tua Palavra!” (Lc 1, 38). Apresentar o Tratado da verdadeira devoção a Virgem Maria, de são Luís Maria Grignon de Montfort, é uma boa opção para inspirar o amor e a consagração de si a Mãe de Deus e nossa.

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